2006/06/18

O Cabo da Roca


A primeira indicação da construção do Farol do cabo da Roca, remonta ao ano de 1772, quando o pesado encargo de dotar o litoral português de um serviço de farolagem que se encontrava a cargo da Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação.
Em 1843, segundo uma obra publicada no ano de 1872, pela Impressa Nacional, “Pharoes, Marcas Marítimas, Estações Semaphóricas e Postos Meteorológicos em Portugal”, e quando o Serviço de Faróis já se encontrava sob a alçada do Ministério da Fazenda, foi o farol do Cabo da Roca totalmente remodelado e é então que ele apresenta mais ou menos, o aspecto actual.
Funcionamento com incandescência a petróleo, só a 26 de Outubro de 1896, e já quando os faróis haviam passado a depender de outro departamento governamental, a Marinha, o farol do Cabo da Roca recebeu o beneficio da energia eléctrica.
Mais tarde a instalação de um rádio-farol, accionado por 2 motores, cujo o alcance de 100 milhas muito aumentou a importância desta ajuda à navegação marítima do Cabo da Roca tornando-se assim extensiva às aeronaves, veio, ainda mais, o valor da obra implantada em 1772, na ponta mais ocidental do continente Europeu.
Ali, no Cabo da Roca, onde, também se pode dizer que a Terra Acaba e o Mar Começa, uma Vigia, um Forte e um Farol, desempenharam ao longo de várias épocas, cada um sua maneira, um papel importante na defesa da região, do País e da navegação em geral.

Farol do Cabo da Roca
Localização Cabo da Roca
Posição Latitude 38º 47` Norte
Longitude 9º 30´ Oeste
Estrutura Torre prismática quadrangular com edifícios anexos
Altura da Torre 22 m
Sistema Iluminante Óptica em cristal, direccional rotativa
Lâmpada 100W/120V quartzline
Luz cor Branca
Alcance 24mm
Período 20s
Altitude 162m

É considerado o mais ventoso de todos o faróis do País.A subida ao ponto mais alto do Farol faz-se por uma escada em caracol com 88 degraus.


António Sardinha, falava assim do Cabo da Roca na sua poesia:

As Origens

Poemas das origens – quem pudera
Cantar-lhe a estrofe antiga e sem rival!

Era cantar a manuelina esfera
Que foi o anel de Portugal!

Cabo da Roca, dá-me a rima austera
Tu que és o adeus do mundo ocidental!
Que o sangue fale, quando o sangue impera,
Que fale a voz da Pedra e do Metal!

Galopa um Toiro arrebatando Europa.
E enquanto às upas sobre o mar galopa,
Abre o poema vitoriosamente.

Ó homem primitivo, quem pudera
Cantar com alma a tua primavera
No amanhecer da terra adolescente!
Cara D'Anjo

1 comentário:

Margarida Batista disse...

Mais uma vez foi uma surpresa a diversidade de temas que aqui trás.
Fiquei impressionada com a ligação do Cabo da Roca à Poesia.
Gostei Muito