2008/07/12

Colares, 100 anos de Região Demarcada

Com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Chefe do Estado-Maior do Exército, Vereador da Cultura Luís Patrício, Presidente da Junta de Freguesia de Colares e várias individualidades, inaugurou-se no passado dia 10 nas Caves Visconde Salreu a exposição "Colares 100 anos da Região Demarcada 1908-2008”. Esta Exposição estará patente até ao dia 5 de Outubro.

Horário:
6ª.Feira e Sábado, das 16 às 22:00 horas
Domingos das 16 às 20:00 horas
Entrada Livre

16 comentários:

Anónimo disse...

Mas que pobreza!...
Perdeu-se uma grande oportunidade de se fazer algo de grande por Colares, o seu vinho, as suas gentes e a região demarcada.
Exposição dos 100 anos da Região Demarcada! Qual Quê...Aquilo não passa de um pavilhão publicitário das Adegas, Beir-Mar, Regional e Viúva Gomes (Baetas). A Região Demarcada envolve muito mais história, não é só isto...Cadê os outros, creio que houve muito egoísmo de quem preparou esta espécie de exposição, porque não acredito que houvesse falta de conhecimento, mas mesmo que houvesse falta de documentação não era difícil fazer uma recolha...Deu-me pena ver aquele belo local cheio de tradição vazio que mais parecia um supermercado em vésperas de falência.
Colares, o seu vinho e a Região Demarcada, não mereciam tal tratamento.
Mas que tristeza!...
J.M. Coelho - Mucifal

Anónimo disse...

Estou plenamente de acordo com o que o J.M. Coelho diz. É completamente o contrário daquilo que alguns que nos querem fazer crer, que está ali exposição espectacular. Mas a maior escandaleira está precisamente à entrada, que possivelmente tem passado despercebido a muito boa gente, numa vitrina onde supostamente estariam expostas garrafas do vinho de Colares (Região Demarcada) aparecem não sei porquê!... 2 garrafas com a marca Patrão Diogo que nada têm a ver com Colares nem com a Região Demarcada (falta de conhecimento ou propositadamente) .
Segundo li no Jornal de Sintra, esta exposição foi organizada pela C.M. Sintra o que quer dizer que há que ter mais cuidado e não andar a fazer publicidade daquilo que não diz respeito à exposição.
Meu caro Coelho essa do supermercado em vésperas de falência foi demais, mas creio que não anda muito longe da verdade.
Joaquim Silva

Anónimo disse...

As pessoas que organizaram a exposição queriam era "tacho".

Anónimo disse...

O caro anónimo está errado, eles queriam era umas garrafitas e não tacho.
Zé do Pipo

Anónimo disse...

ao que sei houve na 6ªfeira 11 um espetaculo de fados na união, de beneficiência para uma menina de 4anos com um tumor no cerebro.
não vi publicado no blog como noticia nem c/ reportagem.
pergunto eu,por quê?

mta

Anónimo disse...

Eu acho é que uma exposição destas "100 anos de região demarcada de Colares" só estaria bem na parte ainda não comercializada da Adega Regional de Colares mas pelo que aqui se diz e do pouco que se vislumbrou ainda bem que assim não foi, pois iriam conspurcar o que ainda está puro (ou pelo menos se pensa que está).

PD

Vitalino Cara D'Anjo e Susana Amor disse...

Caro Anómino - mta
Quando refere que houve na 6º.feira dia 11 um espectáculo na União, e estranha não ter lido nada no blog, a razão é simples:
- Nenhum dos autores deste blog sabia da existência do dito espectáculo, logo não somos "bruxos" para adivinhar.
Estranhamente, nem na sede da União eu vi algum cartaz sobre isso (e vou lá todos os dias).
Toda a divulgação que aqui temos o prazer de efectuar, resulta não só do conhecimento dos autores, mas também da iniciativa de clubes, organizadores, etc, em nos comunicar os mesmos.

Anónimo disse...

Mas porquê, o Chefe do Estado Maior do Exercito antes do Vereador Luis Patricio, que é Vereador na CMSintra?

Anónimo disse...

Para variar, à boa maneira tuga, fala-se mal só por falar. Se não se fizesse nada, era um escândalo. E se estão lá as adegas indicadas são as únicas existentes actualmente, ó gente esperta! Que outras não estão representadas? A ideia é mostrar que há ainda gente que luta pelo Vinho de Colares e não apenas umas bocas parvas em blogs... mas aposto que beberam um copinho de vinho na inauguração. Porque não questionaram Seara e co. in loco? Calados lá, mas corajosos atrás do teclado... Ah, pois é!

Anónimo disse...

O iluminado do anónimo deve ter interesses nestas Adegas... Ò seu inteligente... então agora na nossa história deixava-se de falar no D. Afonso Henriques só porque ele já morreu ?! A história da Região Demarcada engloba tudo o que a ela diz respeito e não como disse um visitante e muito bem, não é tal de vinho “Patrão Diogo” que por lá apareceu que nada tem a ver com Colares suas gentes e muito menos com a região demarcada. Afinal quem perdeu uma oportunidade de ficar calado foi o esperto do anónimo.
João C. Silva

Anónimo disse...

Ó meu iluminado João C. Silva, sou tão anónimo como Vossa Inteligência. A inaugurar o seu 'post' está: "anónimo disse...". Você viu o vinho "Patrão Diogo" lá? Tem a certeza? Não está lá! Mas que outras Adegas existem? Você ilumina-me? Que eu tenha conhecimento, as quatro mais importantes na história: Salreu, Regional, Beira-Mar e Viúva Gomes, estão lá. Houve outras importantes? Quais? Diga, ó iluminado. A oportunidade cria-se, não surge do nada... falar por falar é fácil. O meu interesse nas Adegas deve ser igual ao seu interesse em falar mal. Porquê? É contra a Câmara? Contra as Adegas? Ninguém apaga história nenhuma e o que quis dizer, caso queira perceber em vez de engolir discos riscados, é que se ainda hoje tem Vinho de Colares a estas Adegas o deve. Ou esperava que viessem do nada ou do passado, quiçá trazidas por D. Afonso Henriques? Que mal vem ao mundo se essas mesmas Adegas quiseren promover o Vinho de Colares que elas próprias produzem?! E para sua informação, já que manifesta (como muitos dos outros comentários) total ignorância: a Adega Regional de Colares não é privada; representa o esforço de gerações de viticultores e outros agentes desta actividade, inclusive as outras adegas particulares. Uma associação! Porque não haveria de estar representada e bem? Que gente maldizente! Bernardo Gomes (e também) Silva, como Vossa Inteligência.

Anónimo disse...

Lá que o senhor Bernardo Gomes venha para aqui defender a sua “Dama” tudo bem, até estou de acordo, agora desacreditar-me isso eu não lhe admito a si nem a qualquer pau mandado…
Eu vi as duas garrafas do Patrão Diogo expostas no dia da inauguração à entrada do lado direito. È bem possível que o senhor não as tenha visto porque não lhe interessava.
Se elas foram retiradas isso demonstra ainda que impera o bom senso e a minha critica foi ouvida.
Joaquim Silva

Anónimo disse...

O Caro Bernardo Gomes, deve ter um conceito deveras reduzido de história e do que foram 100 anos da vida da Região Demarcada, mas nem toda a gente nasceu para ser iluminada como o senhor.
O caro quer enfiar as 3 adegas pelos olhos dentro dos Colarenses (saber-se lá porquê), e ainda tem os desplante de perguntar pelos outros!... Aqui o que está em causa é a história de 100 anos da Região Demarcada e não, se ainda existe a b ou c.
Pedia que lhe indicassem outros que tivessem sido importantes, realmente o senhor demostra uma grande falta de conhecimento ou ignorância que até mete dó ... Já que pede tome lá: Onde se fala de José Gomes da Silva de Almoçageme (não confundir com viúva Gomes ), que produzia o famoso e bom “Burjacas”, Companhia Vinícola de Colares, Manuel José Colares (Tavares e Rodrigues),mesmo ao lado das adegas Beira Mar, Francisco Costa do Pé da Serra que segundo se diz foi um dos primeiros a comercializar o Vinho de Colares (ramisco), Joaquim Santos Samora, Azenhas do Mar, António Thomaz do Mucifal, que ainda por lá há vestígios das adegas, António Pedro Neto, com o vinho N.S. da Praia, que foi uma das garrafas com o rótulo mais lindo que vi até hoje. Como vê meu caro iluminada, muitos mais haveriam que de uma forma ou outra contribuíram para a Região Demarcada de Colares. Como vê isto também é história, mas até entendo que tanta coisa deve ser muita areia para sua pequenina camioneta.
Já agora, a pessoa da C.M .Sintra organizou a dita exposição em causa, bem poderia ter feitos uns trabalhitos de casa para não gerar toda esta confusão...
João C. Silva

Anónimo disse...

Não querendo entrar na polémica das adegas (não por não achar importante, mas sim porque não disponho de conhecimentos para tal), é óbvio que mais poderia ter sido feito, nomeadamente em termos de exposição: mais material, etc. É bom que existam este tipo de iniciativas, sem dúvida, mas esta ficou um pouco aquém das minhas expectativas (mas, atenção, para mim mais vale pouco que nada). Não vejo aqui teorias da conspiração da parte de quem organizou, mas talvez alguma pressa ou até mesmo incompetência. Feita a coisa com mais tempo e sobretudo se fosse organizada por gentes ligadas à nossa terra e não de Sintra (se é que moram mesmo em Sintra e não noutros pontos ainda mais distantes de colares, sem terem por isso qualquer ligação à nossa freguesia), penso que a coisa teria sido diferente. Lembram-se de uma sensacional exposição etnográfica que houve em Almoçageme há uns 7 ou 8 anos atrás? Pois é, quando as coisas são feitas com o máximo de intervenção directa das pessoas da terra, tudo se torna mais rico e passa a fazer mais sentido. Colares já perdeu muito, ao longo dos anos, por estar ligada a Sintra. Actualmente não temos estrutura para voltarmos a ser conselho, mas, a nível cultural, esse empobrecimento por estarmos ligados a Sintra ainda se vê e esta exposição é só mais um exemplo disso mesmo. Por Sintra ser uma vila pródiga em manifestações culturais, depois não sobra, muitas vezes, vitalidade para as freguesias circundantes. E aí, Colares podia-se destacar devido ao seu património riquíssimo, mas normalmente acaba por ficar ensombrado pelos meios canalizados para Sintra, não conseguindo assim meios para iniciativas de maior impacto, como poderia ter sido esta exposição.

Paulo Rodrigues

José Baeta disse...

O meu comentário pretende apenas prestar alguns esclarecimentos relativamente à Exposição do Centenário da Região Demarcada de Colares e não alimentar qualquer polémica.
Existem actualmente 4 operadores económicos ligados aos Vinhos de Colares:
Adega Regional de Colares-Cooperativa-é o mais representativo da Região, uma vez que os seus sócios são agricultores proprietários das vinhas ainda existentes na região.
António Bernardino Paulo da Silva-Proprietário da Adega Beira-Mar e das Caves Visconde de Salreu, detentor das marcas Colares Chitas e Colares V.S..
Jacinto Lopes Baeta, Filhos Lda-Proprietário da Adega Viúva Gomes, antiga sociedade José Gomes da Silva & Filhos Lda, em Almoçageme, da qual eu sou um dos respobsáveis e detentor das marcas J.Gomes da Silva-Colares e Colares Viúva Gomes.
Fundação Oriente-Proprietário da Adega Tavares & Rodrigues e Companhia das Vinhas de Areia, detentor das marcas MJC, Tavares & Rodrigues e Fundação Oriente.
Destes 4, apenas 3, a Adega Regional, Paulo da Silva e Jacinto L.Baeta, Filhos Lda, acharam que deveria existir uma comemoração dos 100 anos da Região, no sentido de lembrar que a Região existe e tem bons vinhos, assim solicitaram à Camara de Sintra que promovesse a organização desta Exposição Comemorativa, naturalmente com a nossa colaboração, e sem qualquer benefício para as Adegas além da natural promoção dos vinhos.
Quero agradecer à C.M.SINTRA, à Comissão Vitivinícola de Bucelas, Carcavelos e Colares, às 3 Adegas e a dois técnicos da CMS, Drª Dina Medina e Dr. Luis Cardoso, porque a todos estes elementos se deve esta exposição, cuja qualidade me abstenho de comentar, deixando isso ao critério dos visitantes.
Em toda a Comunidade Europeia e naturalmente em Portugal, de uma maneira simples, podemos dizer que o mapa vitivinícola tem 3 designações:
Os vinhos DOC-Denominação de Origem Controlada, os Vinhos Regionais, ambos com regras relativamente aos terrenos e às castas utilizadas e por fim, os Vinhos de Mesa, estes sem qualquer Denominação de Origem.
Na Região de Colares, podemos fazer uma divisão em duas Sub-regiões, a dos Vinhos de Chão de Areia, o conhecido Colares, cujas castas, Malvasia nos Brancos e Ramisco nos tintos, são plantadas nos terrenos arenosos e têm direito à Denominação de Origem Controlada-DOC Colares; os vinhos chamados de Chão Rijo, cujas castas são plantadas nos terrenos argilosos, têm direito à designação Regional Estremadura.
Qualquer dos agentes económicos presentes na exposição tem vinhos DOC (Chão de Areia) e Regionais Estremadura (Chão Rijo).
A Exposição tem naturalmente o intuito de destacar os vinhos de chão de areia e toda ela incide sobre estes, no entanto, existe à entrada do lado esquerdo uma vitrine com outros vinhos engarrafados pelas adegas presentes na Exposição e que pretende dar a conhecer os vinhos de Chão Rijo e também permitir que os visitantes possam adquirir vinhos de qualidade a um preço mais acessível do que os vinhos DOC-Chão de Areia.

Os vinhos expostos que não são DOC, são:
Chão Rijo-Regional Estremadura da Adega Regional de Colares.
Patrão Diogo-Regional Estremadura da Adega Viúva Gomes.
Casal da Azenha, Carunchosa e Ribamar-Regionais Estremadura da Adega Beira-Mar.
Vinho de Mesa Saloio da Adega Regional de Colares.
Para finalizar, lembro um ditado existente na secretária do meu avô:
"Aceitam-se conselhos, não de quem saiba muito, mas de quem faça melhor"
José Baeta

Anónimo disse...

Assim é que é!