2007/04/25

25 de Abril

Passados 33 anos deste marco histórico, aqui deixamos um poema que nos chegou, mostrando o que ia na alma de muita gente naquele ano de 1974.


ANO DE 1974 25 DE ABRIL
MFA


Ano de 1974 dia 25 de Abril
Alvorada de Esperança Primaveril
O Povo como num sonho é avisado
Que o grande dia é chegado

Nas ruas o Filho do Povo está armado
E avisa no seu comunicado
Em casa tu tens que ficar
Se sais tua vida podes arriscar

Mas em casa o Povo não quer ficar
Mesmo sem armas Ele quer lutar
Sai p’ra rua sem medo de morrer
Porque a divisa é lutar para vencer

Sai e clama para o Soldado
Meu Filho estou aqui a teu lado
Temos razão, será nossa a Vitória
Uma página de ouro ficará na História

Filho, já não podemos recuar
O regime temos de derrubar
Não temas Filho, meu amigo
Eu estarei e vencerei contigo

Povo mais Povo vai chegando
Vitória, Vitória, vai-se gritando
Soldado e Povo avança triunfante
É impossível deter aquela onda gigante

É noite, o regime vai-se render
A força dum Povo tem que vencer
Todos cantam “O Povo Unido
Jamais será Vencido”

Nasce em todos uma alma
O Povo é convidado a manter a calma
Na rádio, em voz doce e amena
Ouve-se cantar “Grândola Vila Morena”

E o 1º.de Maio sempre proibido
O 1º.de Maio sempre perseguido
Hoje é Feriado Nacional
Milagre feito em Portugal

Agora vamos trabalhar com devoção
Para desenvolver a Nação
Mas atenção, temos que nos prevenir
De quantos nos queiram dividir

Tu Soldado promete que alerta estás
Não deixes que o tempo volta atrás
Mantém sempre dignidade
Sê o garante da nossa Liberdade


Lisboa, 1 de Maio de 1974
Martinho Leal

3 comentários:

Anónimo disse...

Eu tambem vivi assim o 25 de Abril.
Acho muito interessante vocês lembrarem esta efeméride com um poeta da nossa Terra.
Bravo e parabéns ao senhor Martinho Leal.
Belchior

r.Martins disse...

Gostei!Gostei muito!
25 de ABRIL SEMPRE.
Obrigado Sr.Martinho.
Um Abraço.
R.M.

Anónimo disse...

É de louvar a atitude do srº Martinho Leal que mesmo depois de ter perdido um filho no pós 25 de Abril ainda tem coragem de fazer este belo poema