2006/09/08

Era uma vez…a Vivenda Rafaela




O que resta da vivenda Rafaela, mais conhecida como a casa do Totta.

Num passado bem recente, houve uma sociedade composta por três estrangeiros e um português que compraram o respectivo imóvel já praticamente em ruínas. No projecto de criação de uma unidade hoteleira de luxo que colocaram à C.M.S., comprometiam-se a restaurar todo o edifício à traça original, garantindo algum estacionamento subterrâneo, piscina num terreno anexo, entre muitas outras coisas.
As dificuldades burocráticas levantadas à Sociedade foram de tal ordem, que os investidores pegaram no dinheiro e foram investi-lo noutro país (Quénia). Passado algum tempo a sociedade desfez-se passando o respectivo edifício a ser propriedade apenas do cidadão português, que voltou a tentar levar avante o projecto, mais ou menos nos mesmos moldes do anterior. A atitude da Câmara foi a mesma, “montes e montes” de problemas acabando o investidor por desistir e desfazendo-se daquele que foi um dia um belo edifício com painéis de azulejos espectaculares.
Cara D'Anjo

Vista Principal

Vista Lateral

Aspecto do interior - Azulejos arrancados ou vandalizados

Nesta sala existiu noutros tempos uma fonte Tipo Árabe

Mais um aspecto do interior

Palácio da Vila

Praia das Maçãs

Palácio da Pena

Castelo dos Mouros

Palácio de Monserrate

Palácio da Pena e Castelo dos Mouros


Chegada do Electrico à Praia das Maçãs

10 comentários:

NS disse...

Excelente post, Vitalino!

fernandomoraisgomes disse...

Parece que o único interesse demonstrado pela CMS foi o da aquisição dos azulejos.Quanto ao resto,vai-se invocando o Plano da Orla Costeira(posterior) para ir travando qualquer recuperação...

Isabel Roma disse...

Pois, devido às burocracias não foi feito um investimento na nossa freguesia, que concerteza iria gerar emprego, tanto na fase de construção, como de exploração, e agora restam meia dúzia de paredes em total ruína, que por acaso sei que estão à venda por 700.000 euros. Só espero que o possível comprador tenha noção do que compra e consiga, talvez agora, transformá-la numa mais valia para a região.

Anónimo disse...

Fogo, tanto dinheiro!
Eu espero é que quem comprar seja um daqueles "amiguinhos" lá da CMS, para que consiga fazer ali qualquer coisinha gira.
C.F.

Anónimo disse...

Por 700,000 euros será que dá direito a um pouquinho do Mar?
O Gajo que pede isso deve ter apanhado sol na Moleirinha.

Ricardo Carvalho disse...

Caro Vitalino, quando as coisas funcionam assim, de facto apetece é desistir, fechar a porta, e talvez vender isto tudo para nos dedicarmos a outra coisa qualquer. A excessiva burocracia deste país, associada à insensibilidade para a preservação da memória e da cultura, tão típica dos actuais políticos, e também cidadãos, em nada contribui para afastarmos a actual crise, que é muito mais do que económica. Por favor, não desanime você também e continue a publicar excelentes posts como este, pois só a informação nos livrará de perdermos o nosso património e a nossa cultura, que são tão ricas em Sintra e em Portugal em geral.

Susana disse...

Mais uma vez se prova que a burocracia excessiva que é imposta (a alguns) em Portugal, é um dos factores que não deixa este país andar para a frente. É muito melhor deixar uma beleza destas do património, a cair aos bocados, num ponto em que a recuparação é cada vez mais complicada, para que um dia, quanto alguém poderoso a comprar, poder deitar tudo a baixo (porque já não era possível recuperar). Assim, não saimos da cepa torta, este país não vai a lado nenhum.
Fala-se em recuperação económica e em aumentar a confiança dos portugueses, mas depois, quando sabemos deste tipo de coisas, volta o pessimismo e o desacreditar.
Senhores governantes, vamos ser coerentes, para travar a construção desenfreada que invade também a nossa freguesia, é importante dar incentivos à recuperação de casas devolutas ou em elevado grau de deteriorização.

NS disse...

Mas.. Mas... Viram o projecto dos hoteleiros??

E se o projecto fosse um Mamarracho maior que o de Colares.. Muito maior...

"comprometiam-se a restaurar todo o edifício à traça original, garantindo algum estacionamento subterrâneo, piscina num terreno anexo, entre muitas outras coisas."

muitas outras coisas??

Não seria algo ofensivo ao bem estar da região? A CMS fez bem ou mal em recusar?

Anónimo disse...

penso que estes comentarios estão todos correctos,mas só mais uma coisa,na praia maçãs está um predio em eminente desmoronamento,mesmo no centro da vila,um perigo para quem frequenta aquela zona,mas até hoje ainda não ouvi nada,+já que taparam as ruinas junto ao marbelo,propunha para que fizessem o mesmo,para aquela vergonha não nos dar nenhuma desgraça enquanto é tempo.
residente da praia

Anónimo disse...

Quanto à casa do Totta o mal também se deve à incompetencia do projectista que apresentou a memória descritiva e justificativa como construção nova e não como reconstrução, assim a ex JAE não chumbando o projecto, exigiu alteração da implantação.